A história de Rama e Sita

A história de Rama e Sita

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Conta a história, que o bondoso príncipe Rama e sua bela esposa Sita, foram morar na floresta.

Um dia Sita viu um pequeno veadinho ferido por uma flecha e – com o coração apertado – pediu a Rama que o salvasse. Ele sabia dos perigos daquela imensa floresta e, por isso, antes de sair atrás do animalzinho, traçou ao redor da amada um círculo de proteção, aconselhando-a a não sair do traçado no chão.

Pouco tempo após a saída do príncipe, surgiu um velho mendigo pedindo alimento a Sita. Compadecida, ela – que tinha o coração amoroso – ofertou ao velhinho frutas e arroz. Quanto esse se aproximou para pegar, o círculo mágico desenhado por Rama empurrou-o para longe. Tentando se levantar do chão, o velho pediu que a própria Sita lhe trouxesse a comida. A bela princesa nem imaginou que aquele homem oferecesse algum risco e saiu do círculo. Rapidamente o velhinho transformou-se no terrível Ravana – o demônio de dez cabeças! – que, montado em um enorme pássaro, voou para longe levando a princesa.

Ravana tinha a intenção de convencer a princesa Sita a se casar com ele e, por isso a prendeu no alto de uma torre.

Quando Rama, chegou trazendo o animalzinho ferido, logo percebeu o que tinha acontecido… Para ajudar o príncipe Rama, prontificou-se o seu fiel amigo: Hanuman, o deus macaco. Hanuman era filho de Vaio, o vento, e por isso possuía grandes poderes! Pronunciando algumas palavras mágicas, ele cresceu até sua cabeça encostar no céu. Ficou tão grande que em um só pulo chegou à ilha de Sri Lanka, lugar onde morava o demônio de dez cabeças.

Hanuman, além de conseguir informações sobre a princesa, entregou a ela um bracelete de Rama, para que ficasse descansada e esperasse o socorro de seu príncipe.

Ao voltar, Hanuman contou a Rama que sua princesa estava bem, mas que o exército de Ravana contava com com milhares de soldados e com o enorme gigante, irmão de Ravana! Assim foi que, para ajudar, Hanuman convocou seu exército de macacos e ursos e todos partiram com Rama.

Chegaram enfim ao imenso mar que precisava ser atravessado para chegar a Sri Lanka. Rama, com sua sabedoria, debruçou-se no mar e pediu-o para que secasse, a fim de que pudesse atravessar com todo o seu exército. O deus do mar disse que isso ele não poderia fazer: muitas vidas que nele habitavam seriam destruídas! No entanto, aconselhou Rama a jogar pedras sobre o mar…

Assim foi feito… Quando os macacos e ursos jogavam as pedras, eles recitavam com tanto amor o nome de Rama que as pedras começaram a flutuar. Em pouco tempo, havia sobre o mar uma imensa ponte, por onde todos atravessaram.

Em uma corajosa batalha, Rama venceu o gigante!

Enlouquecido com a morte do irmão, Ravana atirava sem parar flechas sobre Rama que, em um momento de distração, foi atingido em seu coração e ele caiu morto!

O exército ainda lutava, mas Ravana sabia que, sem Rama, isso continuaria por muito pouco tempo…

De repente, aconteceu o milagre da gratidão!!!

O veado que Rama havia salvo se aproximou dele e, de seus olhos, uma lágrima caiu bem em cima de um dos olhos de Rama. Em seguida, o pequeno animal caiu morto: com esse gesto, ele deu sua própria vida a Rama que, rapidamente levantou-se e, acertou uma imensa flecha no coração de Ravana que teve o seu fim.

Rama, enterrou com muitas honras o pequeno animal, aquele que lhe dera a própria vida!

Depois disso, salvou sua princesa que, cheia de alegria, voltou com ele para a floresta.

Contam os antigos, que quando se tornou rei, Rama governou com a mais perfeita justiça, sendo por todos, muito amado!

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