PNL – arte e ciência da excelência a serviço da Educação

PNL – arte e ciência da excelência a serviço da Educação

Sabemos que durante os primeiros anos de vida a personalidade da criança se forma a partir das impressões que recebe do meio-ambiente e das pessoas com quem convive. É de vital importância que observemos que tipo de informação a criança está recebendo nesta fase, preocupação esta que deve se estender por toda a adolescência, mesmo respeitando as escolhas individuais, através de uma atenção e orientação constantes. Uma atenção especial deve ser dada a linguagem que utilizamos como pais e educadores, que pode tanto auxiliar a construir a segurança pessoal e a auto-estima de uma criança ou adolescente, quanto destruí-la.

Todos somos capazes de nos lembrar, com um mínimo de esforço, de frases repetidas por nossos pais – muitas provavelmente herdadas de nossos avós – que contribuíram para nos tornar o que somos hoje. O modo como pensamos e agimos no mundo sofreu grande influência do tipo de linguagem que foi utilizada conosco por nossos pais e professores, durante a formação de nossa personalidade. Frases tais como “dinheiro não nasce em árvore” ou “mais fácil um rico entrar no reino do céu que um camelo passar pelo buraco de uma agulha”, por exemplo, podem ter influenciado no modo em que lidamos com esta energia de troca, o dinheiro. Assim como “você não faz nada direito” pode formar um indivíduo com pouca ou nenhuma segurança de sua própria capacidade, a frase “você fala pelos cotovelos”, repetida muitas vezes, pode transformar uma criança comunicativa em um adolescente sisudo ou tímido.

Em nosso diálogo com nossos filhos e mesmo como educadores, precisamos ficar atentos a linguagem de modo que ela reflita acima de tudo amor, respeito e aprovação. Todos são passíveis de erro e ninguém merece ser invalidado com frases do tipo “você não aprende mesmo” ou “você não toma jeito”, muito comum de serem ouvidas nos nossos lares ou nas escolas. Todo um sistema de crenças e de limitações auto-impostas podem nascer deste tipo de linguagem e sabotar o desenvolvimento individual.

Porém, esse é o menor dos problemas hoje. Desde a chegada da televisão nos nossos lares, a educação tem se tornado cada vez mais complexa, já que antes contávamos somente com a influência da família, da escola e do ambiente do bairro. Desde então temos de lidar com a pesada influência – quase um controle – que esta exerce sobre a criança. Tão logo os comunicadores se deram conta da presença de crianças diante da TV durante longas horas do dia, passaram a desenvolver programas voltados a esta faixa etária, seguidos pelos publicitários, que passaram a explorar a possibilidade de criar um novo seguimento de consumo.

Com o advento da Internet, a tarefa dos pais de vigiar o conteúdo aos quais seus filhos estão expostos, tornou-se quase impossível. E mesmo tendo sido abolidas da propaganda as tão faladas mensagens subliminares, sabemos o forte apelo que televisão e Internet exercem sobre crianças e adolescentes e mesmo adultos. Não há limites para o uso da máquina de comunicação a serviço de interesses pessoais escusos, influência mental e controle dos indivíduos, principalmente na política.

Com não uma, mas agora duas janelas abertas para um mundo complexo e em constante mudança, verdadeiros catálogos de possibilidades de experiências diversas e quase sem nenhum controle, nossos filhos estão se tornando cada vez mais vulneráveis a influências externas.

Porém, nem tudo está perdido. A televisão e a Internet – essas maravilhosas ferramentas que revolucionaram a comunicação mundial, estreitando distâncias geográficas e aproximando culturas – podem e devem ser utilizados como auxiliares na educação. Outra excelente ferramenta que pode ser utilizada no processo de formação da criança e do adolescente é a Programação Neurolingüística.

A Programação Neurolingüística é a arte e a ciência da excelência; arte porque cada pessoa tem um modo de agir próprio que não pode ser ensinado através de técnicas e ciência porque este modo particular pode ser mapeado em padrões através de um processo chamado modelagem. Isso significa que podemos determinar os padrões com que as pessoas obtêm resultados excepcionais ou “estado da arte” no que realizam e que pode ser aplicado no campo educacional e profissional, melhorando o nível de comunicação e transmissão com o objetivo de aperfeiçoar o desenvolvimento do indivíduo e propiciar uma aprendizagem mais rápida.

Robert Dilts, um dos maiores expoentes da PNL mundial criou um modelo simples que reúne noções de contexto, relacionamento, níveis de aprendizagem e posições perceptivas. O belíssimo gráfico denominado Níveis Neurológicos tem como núcleo o campo espiritual que é ao mesmo tempo o nível mais profundo, onde se originam nossas questões metafísicas e nossa direção no mundo, que contém tudo o que somos e fazemos, porém não se limita a isso. Na seqüência, temos a identidade, que é o sentido de si mesmo, o ser no mundo, seguido por nosso sistema de crenças, que podem se configurar tanto uma limitação quanto uma permissão; nossa capacidade, que é o conjunto de habilidades, talentos, comportamentos e estratégias, o comportamento que são as ações específicas que realizamos; e o meio ambiente, tudo que nos cerca e a qual reagimos. Este gráfico nos mostra que há um movimento de um para outro nível, do que se encontra na superfície até o mais nuclear. Deste modo, toda influência externa afeta o interior do sujeito bem como o sujeito tem a possibilidade através de uma mudança de crenças e atitudes, de influenciar o mundo em seu entorno.

Nesse sentido, o cultivar-se a si mesmo, reavaliar suas crenças limitantes e suas estratégias de vida faz parte da construção pessoal de um educador ou pai. Levando em conta que só se transmite aquilo que se sabe, somente se dá o que se tem ou ainda, que só se leva o outro aonde se foi em si mesmo, a PNL torna-se mais uma excelente ferramenta de desenvolvimento pessoal para indivíduos que tem como missão a educação e orientação. Nunca devemos perder de vista que somos canais de transmissão e faróis na trajetória de cada uma das crianças e dos jovens cuja jornada atravessa nossos caminhos.

Portanto, mais importante do que todas essas ferramentas é a escolha pela freqüência na qual nos sintonizamos e um respeito aos princípios humanos básicos. Esta atitude aliada a estas ferramentas, aplicadas à educação e ao relacionamento dos pais com seus filhos, podem gerar grandes transformações no mundo e repercutir na vida de muitas gerações.

(Malu Aguiar – artista plástica e consultora em criatividade, co-autora do livro “Crimes na Rede – O perigo que se esconde no computador” – www.consciencianarede.com)

Escreva um comentário